Buscar saber se motoboy recebe periculosidade é um tema importante para quem vive sobre duas rodas, pois o trânsito em cidade grande, principalmente como Santo André e São Paulo não é para amadores. O risco é constante e a agilidade exigida pela profissão coloca esses trabalhadores em uma posição de vulnerabilidade. É por isso que a lei garante o adicional de periculosidade para motoboy, um valor extra no salário para compensar o risco de vida enfrentado diariamente.
No entanto, mesmo sendo um direito antigo, muitos profissionais e empresas ainda têm dúvidas sobre quem deve receber e como o cálculo deve ser feito, especialmente com as novas decisões da Justiça em 2026. Para te ajudar, a Martendal Advocacia preparou este guia direto e sem “juridiquês”.
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Quem tem direito ao adicional de periculosidade motoboy?
A regra geral é simples: todo trabalhador que utiliza a motocicleta para exercer suas atividades profissionais de forma regular tem direito ao adicional. Isso não vale apenas para quem é entregador de lanches, mas para diversas categorias:
- Motoboys e Mensageiros: O caso mais clássico de entrega de documentos e mercadorias.
- Motofretistas: Profissionais que fazem o transporte de cargas leves.
- Vigilantes e Inspetores: Profissionais de segurança que fazem rondas utilizando moto.
- Trabalhadores de Manutenção: Técnicos que se deslocam entre clientes usando motocicleta da empresa.
O ponto crucial para a periculosidade motoboy é que o uso da moto seja parte da rotina de trabalho. Se você usa a moto apenas para ir de casa para o trabalho, o direito não se aplica. Mas, se a moto é sua ferramenta de trabalho, o adicional é obrigatório.

Qual o valor do adicional e como é feito o cálculo?
O adicional de periculosidade motoboy é de 30% sobre o salário-base. É importante destacar que esse percentual não incide sobre gratificações, prêmios ou participações nos lucros, mas sim sobre o valor seco do salário registrado na carteira.
Exemplo prático em 2026: Se o salário-base do motoboy é de R$ 1.800,00, o adicional de 30% será de R$ 540,00. Portanto, o salário total, sem contar outros benefícios, deve ser de R$ 2.340,00.
Além disso, esse valor de periculosidade motoboy deve refletir em outros direitos, como:
- Férias + 1/3;
- 13º Salário;
- FGTS;
- Aviso Prévio.
Se você recebe “por fora” ou se a empresa não inclui os 30% no cálculo dessas verbas, você está perdendo dinheiro e acumulando um direito que pode ser cobrado na Justiça.

Entregadores de Aplicativo e o Cenário em 2026
Uma das maiores dúvidas hoje é sobre os entregadores de aplicativos (como iFood, Rappi, etc.). Em 2026, as decisões judiciais avançaram muito no sentido de reconhecer que o risco enfrentado por esses profissionais é exatamente o mesmo do motoboy registrado.
Embora ainda exista uma discussão sobre o vínculo empregatício direto, muitos tribunais já entendem que as plataformas devem garantir condições mínimas de segurança e compensação pelo risco. Se você trabalha exclusivamente para plataformas e sofreu um acidente ou sente que sua segurança é negligenciada, buscar orientação sobre a periculosidade motoboy é o primeiro passo para proteger seu futuro.
A Empresa não paga? Saiba como agir
Muitas empresas tentam “disfarçar” o adicional de periculosidade motoboy dentro de taxas de entrega ou aluguel da moto. Fique atento: o adicional de periculosidade é uma verba salarial e deve vir discriminada no seu holerite (contracheque).
Se você trabalha com moto e não recebe esse valor, ou se a empresa parou de pagar sem motivo, você pode ter direito a receber todos os valores atrasados dos últimos cinco anos com juros e correção monetária.
Na Martendal Advocacia, entendemos a urgência de quem trabalha na rua. Nossa missão é trazer transparência e leveza para resolver esses conflitos, garantindo que você receba exatamente o que a lei manda, sem complicações.
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